Ontem fui assistir o então muito esperado por mim, A Gaiola das Loucas, no Teatro Oi Casagrande. Estava com muita expectativa sobre o evento, e esperava que pelo menos 50% fosse atingida. Até agora estou confusa se atingiu ou não, mas vamos por partes.
Como disse ontem no Twitter, “Se A Gaiola Das Loucas não fosse um musical, seria maravilhoso”. Digo isso porquê as atuações estão ótimas, Diogo Vilela está um espetáculo a parte com sua interpretação, Miguel Falabella arranca risadas da platéia e entretem a todos, mas alguns pontos – por se tratar de um musical – ficam à deriva.
Os solos são muito fracos, exceto de Davi Guilhermme, que fazia coro no musical O Despertar da Primavera e agora vive um dos protagonistas como Jean Michel, filho de Jorge (Falabella), que canta muito bem em sua estreia. O coro também é magnífico, as coreografias são sensacionais e muito bem feitas, mas os solos de Miguel Falabella e Diogo Vilela são tensos. Eles são ótimos atores, mas péssimos cantores. Como a atuação de Diogo foi impecável, eu preferi esquecer que ele cantava em algumas partes e analisá-lo fora do contexto musical.
Os cenários e a iluminação muito bonitos e convincentes, o mordomo que queria ser criada rouba cenas por … como posso dizer … sua presença marcante e divertidíssima.
Algumas cenas ficaram perdidas na peça e até agora estou tentando encaixá-las na história. A menina que aparece do nada, chega no Jean Michel e depois não aparece mais; o grupo de homens que aparecem em determinada cena e depois fazem uma coreografia de streetdance que não tinha nada a ver com a passagem; um século da coreografia de cancan que eu achei que não fosse acabar nunca; e deve ter mais alguma que eu não lembro agora.
Em resumo, A Gaiola das Loucas é uma peça de humor com alguns quadros musicais do tipo: cantando no chuveiro, e outros que realmente pareciam fazer parte do musical.
Se você tiver curiosidade de assistir, assista. Vale a pena pelas atuações, mas se você espera um grande musical da Broadway que vai encher seus olhos, não vá.
O filme nacional mais visto no Festival do Rio, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, chega às telonas dia 12 de março, na próxima sexta-feira.
Zeca tem 30 anos mas age como se fosse um adolescente. Formado em Literatura, vive às custas de uma herança. Ambiciona ser escritor e há anos trabalha num livro que jamais consegue terminar, para desespero de seu pai. O esboço de seu romance revela um escritor de mão cheia, mas Zeca é preguiçoso e dispersivo. Sentado diante do computador, escreve duas frases geniais e logo desiste de tudo e passa a assistir vídeos pornôs. Sexo é a única coisa que parece interessar a Zeca. Zeca vive com Julia, professora de Belas Artes, que está terminando o doutorado. O casamento vai mal, fragilizado pelas diferenças no modo que cada um encara a vida. Zeca não quer nada, Julia sabe o que quer. Incapaz de escrever, menosprezado pela mulher, Zeca passa os dias entregue ao ócio. É infeliz, porém conformado. Até o dia em que descobre que Julia o está traindo. E, com uma outra mulher. Amargurado, Zeca percebe que só lhe resta uma coisa a fazer: escrever.
Eu fui uma das pessoas a conferir o longa no Festival do Rio do ano passado, e aprovo com nota máxima esse filme divertido, romântico e que mostra que nem sempre devemos acreditar nas aparências, pois nem tudo que parece realmente é. Aqui a gente DIZPLAY.
Curiosidades:
- O filme dura 93 minutos;
- Daniel Dantas e Maria Ribeiro, foram indicações do Caio Blat ao Diretor Paulo Halm;
- Este é o primeiro longa de Paulo Halm.
“Halm nos oferece uma pequena pérola. Um filme despretensioso, sensual e divertido.Talento, leveza e um bom projeto: difícil não funcionar.” (Martha Medeiros)
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
Direção e roteiro de Paulo Halm, produção de Heloísa Rezende, distribuição Downtown Filmes, com Caio Blat, Maria Ribeiro, Luz Cipriota, Daniel Dantas, Lucia Bronstein, Hugo Carvana.
Estreia: 12 de março de 2010
Site oficial: www.historiasdeamorofilme.com.br
Twitter Oficial: www.twitter.com/histdeamor