Não é de hoje que os órgãos de censura cortam as melhores cenas de filmes de suspense e terror. A questão que abordo nesse tópico é sobre o limite que essas mesmas unidades devem respeitar e até onde a censura deixa de prestar um serviço social para servir de máquina de acumulação em bilheteria.
Na semana passada fui assistir o filme “Halloween” e nossa que medo! Não da palhaçada criada pelo diretor Rob Zombie e sim medo pela falta de respeito que a distribuidora submeteu os espectadores. Na era digital um filme pode ser editado no computador, de forma limpa. A versão do rolo de frames destinada aos cinemas foi mutilada a tesouradas de maneira desleixada e vergonhosa. Foi possível perceber os cortes bruscos de uma cena para outra e os estalos sonoros irritavam. Não houve tratamento nenhum para suavizar a edição.
Em relação ao limite que a censura deve ter, levanto a questão da história. É correto modificar a história do filme? Assistindo Halloween no cinema não foi possível saber que o menino da escola de Michael morre, que a sra Meyers se mata, que ela trabalhava dançando em boates, dentre outras coisas. É justo esconder do público parte do roteiro?
E a péssima edição? Um dos momentos mostrava Laurie pegando uma faca e em um estalo ela já estava correndo com seu adversário no chão ferido. A falta de cuidado com a continuidade da obra é justa? Parece que não.
A segunda questão que abordo é sobre os reais motivos da censura. Na verdade parece que esses cortes absurdos são realizados para que a faixa etária caia e por consequência o público do filme seja ampliado, podendo melhorar as arrecadações. Espero mesmo que essa onda não pegue, caso contrário o destino do cinema de horror e suspense será as locadoras.












