Sexta, dia 5, foi a Maratona Odeon do mês de junho. Convencemos um grupo enorme de amigos a ir junto com a gente pra ser uma decepção na maior parte da noite.
Às 23:20h começou o primeiro filme, “Só Podia Ser Você“.
Romance da terceira idade, um filme romântico, bonitinho e que as pessoas podem se identificar com a história contada nele, mas nada que ninguém ainda não tenha visto. Monótono e sem graça, é um filme que deixa todo mundo no final com cara de “tá, e daí?”.
Depois veio o filme “Apenas O Fim“. Diálogos engraçados, história passada na PUC do Rio de Janeiro e história fraca. Se o cinema nacional estava crescendo e empolgando os brasileiros a assistirem filmes de sua terra esse, com certeza, desanima. Foi o ápice do sono dos espectadores no Odeon que esperavam ver mais uma produção e enredo contagiantes. As gravações que pareciam ter sido feitas em câmeras digitais domésticas e a edição no Windows Movie Maker, só não fizeram a pré-estreia do filme ser lamentável por ter diversos tipos de pessoas na sala do Cinema Odeon e de uma ação promocional na entrada.
Devo sim elogiar a ação promocional do Apenas O Fim junto à Foto Cabine que tiraram fotos do público em uma cabine fotográfica, revelavam na hora e as mesmas estarão disponibilizadas no site da empresa. Não sei se partiram do conceito que me fez sentido, mas o que penso a respeito é o seguinte: Apenas O Fim é um filme que fala sobre o fim de um relacionamento, e que o fim de uma história é o começo de outra. O que fica do que passou é a recordação, a lembrança. Vejo a ação da Foto Cabine como uma lembrança, uma recordação do dia em que fomos ao Odeon e vimos a pré-estreia do filme. Um dia que passou, acabou, não voltará mais, mas que teremos uma foto para nos lembrar sempre desta data.
E lá pelas 4h da manhã começou o filme que ninguém apostava nada por ele. “Die Welle” (A Onda) tinha tudo pra ser um saco de acordo com a sinopse. Todo mundo pensava que era um documentário chato sobre Hitler e a Alemanha na época dele.
Para surpresa geral, A Onda mostrou uma história muito interessante sobre a influência de um líder sob as pessoas que acreditam em sua palavra e o fim que pode ter essa história se o líder perder o controle dos outros. Prendeu a atenção de todos, foi o que salvou a maratona monótona e que fez todo mundo não querer dormir.
Die Welle, tinha que ser você no fim.
Que venha a maratona de julho!














